quinta-feira, 4 de junho de 2015

REVOLUÇÃO DO PORTO - 1820

REVOLUÇÃO DO PORTO - 1820

         Crise econômica portuguesa;
         Luta por uma monarquia constitucional e pela liberdade de comércio;
         Recolonização do Brasil como forma de retirar Portugal da crise.

Observação

         Em algumas províncias brasileiras surgiram grupos favoráveis aos revoltosos, principalmente de militares.
         Em 1821, dom João VI voltou para Portugal. No Brasil ficou dom Pedro como príncipe regente e responsável pela administração política local.



O passado ?
Eu não transformo;
O futuro!?...
Eu desconheço;
Prefiro viver o presente
Da forma como eu mereço.
(Leonilton Carneiro)


INSURREIÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817

INSURREIÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817

         Contradições entre colonos e metropolitanos.
         Movimento formado por representantes de diversos setores da sociedade pernambucana.

Causas da Insurreição

         Permanentes dificuldades econômicas do Nordeste.
         Desenvolvimento concentrado no Sudeste após a chegada da Família Real.
         Privilégios comerciais de portugueses e ingleses.
         Aumento dos impostos sobre produtos do Nordeste.
          Queda do preço internacional do açúcar e do algodão.

Múltiplos interesses

         Grandes proprietários: lutavam contra a centralização abusiva do poder pela metrópole.
         Classe média: liberdade e instauração de uma República.
         Pobres: abolição da escravidão.

Revolta dos militares

         Grande parte dos oficiais nascidos no Brasil, também tiveram que aderir a essas ideias liberais, uma vez que sentiam preteridos nas nomeações e promoções.

Estopim da Insurreição

         O governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro ordenou a prisão dos conspiradores. O major José de Barros Lima (Leão Coroado) resistiu e matou o oficial português encarregado de prendê-lo.

Ações dos rebeldes

         Constituíram um governo revolucionário com representantes de vários grupos sociais.
         Os presos políticos foram liberados.
         Criou-se uma bandeira da República de Pernambucana.
         Extinguiram-se os títulos de nobreza.
         Aumentou-se os soldos dos militares
         Proclamação da liberdade de imprensa, de religião e de pensamento

Observação: Emissários foram para as províncias do Norte e Nordeste, visando espalhar a revolução.

Fim da Revolta

         Contradições internas dos revoltosos;
         Forte repressão do governo; 

         Prisão e enforcamento dos líderes;

PERÍODO JOANINO

PERÍODO JOANINO


Bloqueio Continental - 1806

         Napoleão pretendia atingir política e economicamente a Inglaterra;
         Percebendo a tendência portuguesa favorável à Inglaterra, em 1807 as tropas francesas invadiram Portugal;
         Diante do avanço do exército napoleônico, Dom João e os membros do governo optaram pela fuga para a colônia.


As transformações no Rio de Janeiro

         Como nova sede metropolitana, o Rio de Janeiro concentrou todas as funções administrativas e políticas internas e externas da metrópole.
         O crescimento urbano da cidade logo se tornou evidente, imprimindo mudanças na arquitetura e no modo de vida dos moradores
         A região era atrasada e despreparada para se tornar a corte do império português
         O Rio de Janeiro era a segunda cidade mais rica de todo o império, atrás apenas de Lisboa

Rio de Janeiro   

         As ruas exalavam mau cheiro de fezes, urina e amônia
         Porcos e outros animais soltos
         Ratos indo e vindo
         A limpeza pública ficava a cargo de urubus

O fim do monopólio colonial

         Abertura dos portos brasileiros às nações amigas.
         Tratado de Navegação e Comércio – 1810 (taxas alfandegárias diferenciadas: uma para os produtos ingleses e outra para os originários dos demais países);
         Após a guerra com a França, a economia portuguesa estava arruinada.
         Brasil elevado à condição de membro do Reino Unido de Portugal e Algarves.
         Insatisfação de membros da corte portuguesa (clima de revolta entre os portugueses – Revolta do Porto);

Observação
 

         1816: Missão artística francesa no RJ (vinda de vários artistas, entre eles o pintor Jean Baptiste Debret).

segunda-feira, 25 de maio de 2015

CONJURAÇÃO BAIANA (1798)

CONJURAÇÃO BAIANA (1798)

         A situação da Bahia colonial, no final do século XVIII, evidenciada pela tradicional estrutura agrário-exportadora, deflagrou as razões internas do conflito. (Processo de declínio socioeconômico e político de Salvador).

12 de agosto de 1798 - Os panfletos manuscritos

         Foram afixados em locais públicos da cidade de Salvador;
         Convocação da população para uma “revolução” que implantaria a “República Bahinense”;
         Objetivava acabar a dominação portuguesa e a abusiva cobrança de impostos no Brasil;
         Incentivo para o comércio de pau-brasil, tabaco, açúcar e para os demais gêneros de negócio.

Influências externas
         Independência do Haiti
         Revolução francesa

Principais objetivos dos revoltosos

         Fim da escravidão;
         Separação entre Igreja e Estado;
         Fim da dominação colonial;
         Criação de uma república;
         Igualdade de direitos, sem distinção de cor;
         Pagamento de melhor soldo para os soldados;
         Instalação de um governo democrático;
         Punição para os opositores do movimento;
         Liberdade de comércio;

Reação do governo local

         Abertura de investigação para se descobrir o(s) autor(es) dos panfletos;

          Prisão de Domingos da Silva Lisboa (possível autor dos panfletos);

INCONFIDÊNCIA MINEIRA (1789)

INCONFIDÊNCIA MINEIRA (1789)

Brasil – Segunda metade do século XVIII

u  Portugal procurou aperfeiçoar os mecanismos de exploração colonial;
u  Capital deslocada de Salvador para a cidade do Rio de Janeiro – 1763;
u  Arrocho da política fiscal portuguesa (descontentamento da aristocracia e de segmentos médios da sociedade brasileira);
u  Crise dos produtos de exportação (baixos preços do açúcar, declínio da produção aurífera);
u  Proibições quanto à fabricação de tecidos e objetos de metal;
u  Rivalidades entre comerciantes (geralmente portugueses) e proprietários de terras e de escravos;

Ideias revolucionárias

         Contestação às instituições tradicionais e a defesa de novas formas de governo;
         Predominância de ideias democráticas e sobretudo liberais;
         Defendia-se o fim do absolutismo e do mercantilismo;
         Combatia-se a censura e a imposição de privilégios baseados no nascimento e na tradição;

Conjuração Mineira

u  Sociedade cheia de contrastes;
u  População estimada em mais de trezentos mil habitantes;
u  50% dos habitantes eram negros;

Objetivos:

         Proclamação da República;
         São João Del Rei como capital do país;
         Apoio à industrialização;
         Criação de universidades;
         Obrigatoriedade do serviço militar;

Falhas de planejamento

- Falta de apoio das camadas populares
- Disponibilidade de armas de fogo
- Envio de emissários a outras capitanias

Líderes do movimento
u  Tomás Antônio Gonzaga;
u  Claudio Manuel da Costa;
u  Pe. José de Oliveira Rolim;
u  Pe. Carlos Correia de Toledo e Melo;
u  TC. Francisco de Paula Freire Andrade;
u  Cel. Joaquim Silvério dos Reis;
u  Alferes Joaquim J. da Silva Xavier (Tiradentes);

Traição: A revolta é denunciada, destaque para o Cel. Joaquim Silvério dos Reis.



segunda-feira, 11 de maio de 2015

EXPANSÃO PAULISTA - BANDEIRAS E ENTRADAS

EXPANSÃO PAULISTA

Bandeiras

u  Expedições cujo objetivo era procurar riquezas no interior da colônia e apresamento de nativos.

Tipos de Bandeiras
         - Prospectora
         - Apresamento
         - Sertanismo de contrato

Entradas

u  Foram expedições oficiais organizadas pelas autoridades, nos séculos XVI e XVII, que partiam do litoral com o objetivo de explorar o interior, apresar indígenas destinados à escravidão e procurar minas.
Os caminhos do ouro

u  O ouro foi inicialmente encontrado no leito dos rios e riachos; ficava em depósitos chamados faisqueiras. Era o ouro de aluvião, encontrado em depósitos de cascalho, areia e argila que se formavam junto as margens ou na foz dos rios.

Fiscalização real

u  A metrópole tratou de controlar e regulamentar a atividade mineradora, seja na distribuição das datas ou lotes, seja na distribuição de tributos.

u  Entre as suas disposições estava a criação da Intendência das Minas, um governo especial para zonas auríferas, diretamente vinculado a Lisboa.

GUERRA DOS MASCATES (1710 - 1711)

GUERRA DOS MASCATES (1710 - 1711)

Recife
Ú  Antes da ocupação holandesa, Recife era um povoado sem maior expressão. 
Ú  No tempo dos holandeses, Recife tornou-se um centro comercial, graças ao seu porto excelente, e recebeu um grande afluxo de comerciantes portugueses.

Devedor Rural
Ú  Senhores de terras e de engenhos pernambucanos, concentrados em Olinda
Ú  Dependentes economicamente dos comerciantes (queda internacional do preço do açúcar)
Ú  Não aceitaram a emancipação político-administrativa da cidade do Recife

Credor urbano
Ú  Comerciantes portugueses do Recife (mascates)
Ú  Busca do acesso ao poder local

Câmara de Olinda

Ú  Desde a luta contra os holandeses adquiriu certas funções supra municipais de representação de interesses e de gestão de recursos.

Observação
Ú  A nobreza da terra se empenhou por limitar em proveito próprio o exercício do poder real na capitania e o acesso dos comerciantes reinóis do Recife ao poder local.

Elevação do Recife à categoria de vila

Ú  D.JOÃO V (1706 1750) - Determinou a elevação de Recife
Ú  Fev/1710 – Recife ganha seu pelourinho

Início das Hostilidades

Ú  17/OUT – O Governador (Castro Caldas) é baleado


Exigências dos Olindenses

Ú  Perdão geral para todos
Ú  Abertura dos portos para duas naus de nacionalidade estrangeira;
Ú  Limitação às cobranças de dívidas por parte dos mercadores do Recife
Ú  Confirmação das nomeações e demissões feitas durante a revolta.

O cerco ao Recife

Ú  Os sitiantes haviam estabelecidos três arraiais em torno do Recife.

Intervenção da coroa

Ú  Out – 1711, esquadra aporta em Recife trazendo o novo governador (Félix Machado de Mendonça)
Ú  A liga de Tracunhaém